Helenismos
Para o raio que as parta
Todas as coisas pequenas
Pois de dia sou Esparta
E à noite sou Atenas
Para o raio que as parta
Todas as coisas pequenas
Pois de dia sou Esparta
E à noite sou Atenas
Não há coisa em você
Que eu não ame
Não há pele em você
Que eu não beije
Por isso sempre peço
Que me chame
Por isso nunca peço
Que me deixe.
Do velório sou a mortalha
Das ações sou o mercado
Do barbeiro sou a navalha
Dos anjos sou o pecado.
Cada noite quando é bem tarde
O desejo desperta e te procuro
Sem despertar o menor alarde
Seguindo teus olhos no escuro.
Toda vez que te procuro
Lembro do seu abandono
No meio do quarto escuro
Perco, vencido pelo sono.
Quando olhares os olhos verdes
Saibas já dos perigos que corres
Pois eles funcionam como redes
E nunca falham. Sempre morres.
Quando sopra o vento
Vai o sol, a tarde finda
Acaba o calor e ainda
Limpa o pensamento
Quase bonita a infeliz
Mas o destino quis assim
Somar um gênio ruim
A meio metro de nariz.
Ver o cair das folhas
Diretamente para o chão
É como molhar sabão
Para dar vida às bolhas.
Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Alex King